O garoto da academia ordinária

Por acaso o vi entrando na academia. Não tinha notado uma academia de musculação naquela rua. É uma rua movimentada, comercial, onde se concentram lojas de materiais elétricos, tintas e afins. A academia fica na sobreloja, uma porta estreita dá acesso à escada. Uma placa com o nome, indicando a academia.Estou dentro do carro, parado esperando o sinal abrir. Vejo um rapaz aparentando ter no máximo 20 anos chegando de bike. Foi aí que eu notei que ali era uma academia, porque quis saber onde ele tinha entrado. Já passava das 16 horas.

O rapaz usava jeans e regata branca. Os dois extremamente justos, a regata mais. Loiro bronzeado, uma pele irresistível. O rosto simplesmente lindo. Parecia um garoto saído de um editorial de moda, de revista importada. Real. Ele existe, pensei. Malha nessa academia ordinária.

Nesse mesmo dia passei varias vezes pela frente da academia na esperança de encontrar ele saindo. Se ele corresponder um olhar, posso parar o carro para conversar. Dizer que ele é o garoto mais lindo que meus olhos já viram. Nada. Já estava até chamando atenção de tanto que passava pela rua. Desisti.

Passei as horas pensando naquele garoto, até o dia seguinte. Lá estava eu de novo, agora parado em frente à academia. Queria ver ele chegando, tentaria uma aproximação. Dessa vez fui mais preparado para chamar atenção, estava com meu carro importado, quase não o uso por causa de uma tentativa de seqüestro sofrida. Sei que garotos gostam de carros.

Conseguir vê-lo vindo lá na esquina, desci rápido do carro e fiquei encostado. Olhando na direção dele. Vestia jeans e regata branca. Seriam as mesmas peças? Possivelmente. Ele já tinha notado que estava sendo olhado. Aumentei o descaramento e tirei os óculos escuros. Não queria que ele tivesse a menor dúvida que estava olhando para ele. Percebi que ele olhava para o carro, mais para o carro do que para mim.

– Bonita máquina. – foi ele que puxou conversa, quase cai, confesso que não esperava.

– É, também gosto dele, gosta de carros?

– E quem não vai gostar de um carro desse?

Agora ele aproximava para olhar o interior, abri a porta e fiz um gesto para que ele entrasse no carro.

– Ô cara, maneiro. É seu mesmo? – perguntou já sentado e segurando a direção do carro com as mãos.

– É. – respondi com certa apatia para tentar esconder meu interesse por nele. Na verdade estava babando mais do que o lobo mau por causa da chapeuzinho vermelho.

– Você está esperando alguém aqui da academia?

– É, não. Quer dizer, não exatamente.

Percebi que tinha sido muito confuso e ele começava a ficar meio desconfiado. Agora já estava na calçada, ao meu lado. A presença dele tão perto de mim fazia minha adrenalina fluir. Sentia o cheiro dele, devia ter tomado banho há pouco. Quase podia tocar a pele que mais parecia um efeito de photoshop. Desci meus olhos lascivos pelo corpo perfeitíssimo dele, impossível não admirar o que aquele jeans justo cobria. O que? Um volume de bom tamanho.

Não querendo piorar ainda mais com uma explicação sem pé nem cabeça, lancei um convite:

– Quer dar uma volta?

Indiquei o carro dando a entender que estava disposto até a deixar ele dirigir. Até que estava mesmo, se ele estivesse disposto a deixar eu manusear o câmbio, dele.

– Não, não. Agora não posso. Estou chegando, tenho que treinar…

– Tudo bem. Posso passar aqui mais tarde e te pegar para darmos uma volta, está afim? A que horas você sai?

Ele não tinha ficado tão surpreso com o meu convite, deveria estar acostumado a receber cantadas.

– Saio às seis.

– Te pego aqui às seis horas, sem furo, heim?!

– Beleza, seis horas, combinado.

Mal sabia o que fazer até às seis horas, quase tinha pedido para entra e ficar olhando ele levantar ferro. É claro que isso estava fora de cogitação.

Meu coração bateu mais forte, senti a calça apertar, as mãos tremerem. Ele estava saindo pela porta e procurava meu carro, não tinha conseguido vaga exatamente na frente da porta da academia como antes, estava estacionado há alguns metros. Ele avistou o carro e veio em direção. Abriu a porta e entrou.

Coloquei o carro em movimento antes que ele mudasse de idéia e quisesse descer.

– Você é veado, né?!! – ele perguntou na bucha, sem o menor constrangimento e ainda esboçou um risinho, como se quisesse dizer, sei que os veados gostam de mim.

– É, é isso aí, digamos que sou um cara que gosta de caras. Como você disse, um veado.

Pelo menos ficava mais fácil, poderia avançar o sinal tem ter que criar toda uma situação e ainda correr o risco de levar um murro na cara. Coloquei logo a mão na perna dele, para sentir aquela coxa forte, musculosa. Subi a mão para pegar o volume que se formava entre as pernas. Ele riu como um moleque safado, esticou-se no banco do carro para facilitar as coisas. Gostei dele. Bom menino.

– Você é bonito, interessante. Qual seu nome?

Ele riu, satisfeito com o elogio.

– Bruno. Os amigos me chamam de Brunão.

– Bruno… Posso te chamar de Brunão?

– Claro. Para onde você está me levando?

– Por enquanto para lugar nenhum, só estou dando um volta com você como combinamos. Depois vamos para onde você quiser.

Ele parecia estar gostando da aventura. Eu estava adorando ter um garotão safado, sarado, com um pau no meio das pernas que começava a mostrar sinal de vida, comigo dentro do carro dando liberdade para eu fazer o que quisesse.

– Essa calça é apertada. – disse ele – Acho melhor você ir abrindo para ver ele melhor.

Ele nem precisava pedir, eu já estava pronto para abrir o zíper daquele jeans com a boca. Com uma mão segurava a direção do carro e com a outra acariciava meu bofe. O carro era automático, não precisava de muita atenção.

Tirei para fora. Não era um pau muito grande, algo em torno de 18 cm e espessura normal. Muito duro, reto, em pé. Delicioso. Começava a soltar aquele líquido transparente e melado que o deixava mais apetitoso. Na minha boca também se acumulava água. A cueca dele era branca.

Pego, seguro, de vez em quando levo a mão até o nariz para sentir o cheiro do sexo dele. Bom. Num sinaleiro não resisti e cai de boca. Deu uma chupada deliciosa. Os outros carros? Os vidros do meu carro eram escuros, e depois, a essa altura do campeonato, meu cu para eles. Eu queria mesmo que todo mundo visse que eu estava chupando a rola daquele bofe lindo. O sinal abriu, eu demorei arrancar, o carro de traz começou a buzinar. Eu não estava nem aí.

Só queria acariciar aquele cacete maravilhosamente duro, com veias saltando, que babava na minha mão. Brunão respondia minhas carícias com gemidinhos, que me deixavam enlouquecido. Não me cansava de acariciar o abdome saradérrimo dele, o tórax forte. Os braços de macho. Foi quando furei um sinal vermelho…

Lá estava eu em meio ao cruzamento tentando montar o triângulo de acidentes para colocar atrás do carro. Foi quando dei por falta do Brunão. Cadê o meu bofe? Olhei para todos os lados e não o avistei, somente curiosos que paravam para olhar a batida. E o motorista do caminhão, um senhor de uns 50 anos, furioso. Por causa de um bofe sarado e malhado, que estava oferecendo o pau que eu bati meu Audi A8 de quase meio milhão num caminhão.

Escritor de Contos “eróticos”

escritordecontos@hotmail.com


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