A HERANÇA DE RODNEY

Capítulo I de V
Rodney trabalha num estressante escritório de contabilidade.
E seu chefe, para ajudar, não vai muito com a cara dele, passa o dia inteiro pegando no seu pé.
A vida de Rodney é pura rotina.
Todo dia, assim que sai do trabalho, Rodney vai à academia. Quase se mata nos aparelhos para descontar a raiva que passou durante o expediente.
E assim que chega em casa, ele corre para o computador e vai conferir seus e-mails, esperando que um dos currículos que sempre envia para outras empresas seja respondido e o tire do inferno que é o escritório onde trabalha.
Para completar essa rotina, Rodney namora uma garota chamada Ritinha.
Ele tem muito carinho por ela, inclusive planeja tornar-se seu noivo em breve.
Tudo seguia neste ritmo tedioso.
Até que, certa vez, recebeu em seu e-mail fotos de sexo entre homens.
Eram fotos onde havia um clima de dominação muito forte entre machos.
Não era um sexo necessariamente violento, mas percebia-se pelas posições e fisionomias um clima de dominação muito forte.
A princípio ele ficou enojado e revoltado.
Mas não apagou o e-mail.
Alguns dias depois, ele resolveu olhar novamente o e-mail que recebeu.
Desde este dia, ao menos uma vez por dia, nem que fosse por alguns segundos, Rodney abria aquele e-mail e observava aquelas fotos.
Aquilo o assustava, não quis aceitar a princípio, mas estava fascinado pelas fotos.
Até que Rodney não conseguiu evitar dar um passo a mais:
Algumas semanas depois, clicou no link do e-mail que dava acesso a um site que continha muito mais fotos como aquelas.
E, aos poucos, habituou-se a visitar aquele site muitas vezes por semana, já que o mesmo era gratuito e atualizado diariamente.
A cada dia que passava, ficava mais excitado com aquelas fotos.
Sua relutância em gostar daquilo era tanta, que por muito tempo tentou resistir à vontade de se masturbar. Ele temia o óbvio, sentia uma atração doentia por aqueles homens e pelo modo como faziam sexo.
Seu conceito de homossexualidade era de homens frágeis e delicados.
Até aquele e-mail com fotos de sexo, sempre conseguiu enganar a si mesmo.
Achava que a atração que sentia por outros homens era superficial e passageira. Que era confusão da sua cabeça.
Aquelas fotos tornaram-se o verdadeiro refúgio para o estresse de Rodney.
Para ver aquelas fotos todos os dias, Rodney começou a ir menos à academia.
Na maior parte da semana, ia para casa, lia seus e-mails e em seguida, via novamente as fotos do site.
Até que seu instrutor da academia estranhou a diminuição da freqüência do aluno, e resolveu lhe perguntar:
– E aí Rodney, beleza? Desculpa me intrometer, mas você tá com algum problema pessoal? Você tá vindo menos nas aulas, meu! Justo agora que já tava pegando uma musculatura bem mais definida.
Rodney ficou encabulado.
Obviamente não ia dizer a verdade, que estava gostando mais de ir para casa e bater altas punhetas para os machos de seu site favorito, do que de se acabar naquela academia para agradar a mulherada.
Inventou uma desculpa:
– Ih Everton! O lance lá no serviço tá foda! Meu chefe tá pegando muito no meu pé… Já te falei dele…
– E nenhuma outra empresa te chamou ainda?
– Pior que não.
– É amigo, o mercado tá foda! Se pelo menos você estivesse num lugar que gosta…
– É, o melhor é trabalhar do que se gosta. Ou ainda, o melhor é nem trabalhar. Mas pra isso eu não dou sorte: não ganho aposta, não ganho na loteria e acho que nem tenho parente rico pra receber herança nenhuma…
– Ah, ah, ah! É verdade…
– Se pelo menos eu ganhasse bem… Te juro, cara! Eu toparia qualquer coisa pra sair daquele lugar. Contanto que pelo menos eu ganhasse mais… Eh, eh…
– Toparia qualquer coisa é? Falou Everton, o instrutor de academia, com um sorrisinho safado nos lábios, olhando fixamente para Rodney e erguendo um pouco a sobrancelha.
Rodney notou o sorriso malicioso de Everton.
E aquilo lhe deu um frio no estômago.
Rodney quase teve uma ereção com aquela indireta e aquela olhada.
Mas o medo era muito grande. Se o enorme professor resolvesse encrencar com ele, estaria frito.
Everton era o melhor exemplo de “bad boy”: Branco, 1,87 de altura, cabelos pretos curtíssimos, muito forte e musculoso, mãos e pés enormes, olhos bem negros, e pequenas cicatrizes no rosto.
E Rodney era o típico mauricinho: 1,78 metro de altura, corpo bem definido, sem barriga, pernas grossas, mas não era muito musculoso. Tinha a pele bem clarinha, cabelos pretos sempre com gel e espetados, barba sempre rasa, nunca feita nem grande demais, belos olhos castanhos claros, cílios fartos. O rosto de Rodney era impecavelmente belo: bem desenhado, sem uma única falha na pele, uma espinha, nada…
Rodney sempre admirou muito o corpo do instrutor Everton.
Mas achava que era somente admiração. Descobriu naquele olhar, que era desejo.
Mesmo com muito medo da reação de Everton, preferiu arriscar: se Everton resolvesse partir pra covardia, diria que era brincadeira…
– Pois é… Toparia qualquer coisa!
Mas Everton não deu em cima dele, nem quis quebrar a cara de Rodney, disse somente:
– É rapaz, cuidado com seus desejos, eles podem se realizar.
Everton deu mais uma risada safada e se afastou, voltando aos seus afazeres.
Rodney estava feliz e frustrado ao mesmo tempo.
Pensou que talvez o instrutor fosse lhe propor algo, mesmo que por brincadeira.
Mas Rodney achou que foi melhor do que acharem que ele era gay…
Voltou para casa naquele dia, e pela primeira vez, masturbou-se pensando em um homem conhecido, sem receio. A olhada do professor preenchia sua imaginação.
Dois dias depois, numa sexta-feira, voltou à academia.
O professor, embora muito atencioso, não olhou para Rodney como fizera no outro dia. Nem nenhum tipo de brincadeira. Nada.
Rodney foi pra casa frustrado.
Entrou em seu prédio, subiu o elevador, e quando chegou ao seu corredor, o vizinho da frente, um médico chamado Rodrigo, estava saindo para trabalhar.
Rodney cumprimentou-o com um sorriso e com a cabeça.
Assim que terminou de trancar a porta de seu apartamento, Doutor Rodrigo virou-se para Rodney e falou:
– Rodney! Chegou um pacote para você, hoje à tarde. Como era um Sedex, e eu estava na portaria, assinei o recibo para você.
– Mas o porteiro não mencionou nada…- estranhou o rapaz.
– Deve ter esquecido.
Assim que terminou de falar, Doutor Rodrigo o cumprimentou e seguiu seu caminho para mais um plantão no hospital.
O Doutor Rodrigo, para ajudar a confundir nosso amigo, também era um homem atraente: Alto (1,84m), aproximadamente 35 anos, muito bem conservado, levemente calvo, cabelos louros curtíssimos, olhos verdes, braços fortes e peludos, corpo impecável e cara de safado. E como todo homem bonito, interessante, másculo e inteligente, era casado.
Rodney ficou observando enquanto o doutor se afastava. Aquela bunda perfeita se afastando num gingado másculo… “Se eu pudesse… Eu faria com um homem destes tudo o que aqueles caras das fotos fazem”, pensou.
Rodney correu para o apartamento e ligou o computador. Queria se masturbar pensando na bunda do Doutor Rodrigo.
Enquanto o aparelho não ligava, resolveu abrir o pacote do Sedex.
Dentro do pacote havia uma chave. Era uma chave grande, com base feita de plástico.
Também havia uma carta, com um mapa, que dizia:
“Querido sobrinho Rodney.
Após muitos anos consegui ter notícias suas.
Mas, infelizmente, notícias sobre você chegaram até mim tarde demais.
Talvez eu não mais esteja viva quando esta chegar às suas mãos.
Mas para amenizar minha ausência, venho lhe dizer que é com muita felicidade que deixo uma herança para você e seus irmãos.
Esta chave abrirá a porta da minha casa na vila de Oca do Sul, perto da cidade de Campos do Jordão. Siga o mapa, não há como errar.
Dentro da casa, há um baú, que se encontra no maior quarto do segundo andar. Lá, você encontrará sua herança.
Tia Ruth.”
Rodney nunca ouvira falar em nenhuma tia Ruth…
Imediatamente lembrou-se da conversa que teve com seu instrutor de academia, Everton.
Chegou a pensar que era uma espécie de gozação do professor.
“Será que Everton me faria ir até uma casa tão longe, só para zoar com a minha cara?”.
Mas concluiu que não tinha nada a perder…
Imaginou que se fosse um trote de Everton, havia a possibilidade do professor ter arranjado um lugar afastado só para dar uma trepada com ele.
Era a realização de um sonho que mantinha guardado em segredo de tudo e de todos. Inclusive de si mesmo: Transar com um homem.
E não seria qualquer homem, seria um professor de academia másculo e gostoso, e num lugar bem afastado pra ninguém desconfiar…
Iria ser um final de semana inesquecível.
Rodney ligou para Ritinha e avisou que iria num velório de um parente distante.
A menina até propôs acompanhar o namorado, mas Rodney, acreditando realmente ser uma oportunidade de transar com Everton, recusou-se a levá-la.
Alegou que precisaria levar muitos parentes em seu carro. Mas voltaria em breve para os braços de sua namorada.
Ritinha não questionou nada.
No sábado, bem cedo, Rodney partiu em seu carro, sozinho. Rumo a Campos do Jordão.
Perto de Campos do Jordão, conforme o mapa, havia um desvio que o levaria à vila de Oca do Sul.
Seguiu por aquela estrada mais alguns quilômetros, quando um carro da polícia militar rodoviária aproximou-se. Os policiais deram sinal para que ele parasse.
Rodney assustou-se.
Não estava fora dos limites de velocidade, nem andava com nenhuma parte do carro que estivesse sem revisão.
Que diabos os policiais queriam com ele?
Rodney parou o carro.
Os policiais desembarcaram de seu veículo.
Eram dois homens muito fortes e relativamente novos, no máximo 25 anos cada um.
Um era moreno, cabelos pretos encaracolados, braços fortes e peludos, rosto com traços de italiano, queixo largo, bem bronzeado. Usava óculos escuros.
O outro era loiro, olhos bem claros, cabelos finos e espetados. Cara de safado, braços fortes sem pêlos, também bem bronzeado. Parecia surfista.
Rodney estava apreensivo. Ficou com medo de ser alguma extorsão.
– Aí cidadão, retire-se do veículo, por favor. – Falou o moreno, calmo, mas em tom de ordem.
Rodney abriu a porta e saiu do carro, quase tremendo.
Conseguiu fingir certa tranqüilidade. Quase suando, mas conseguiu.
– Apóie suas mãos no carro. Continuou o moreno.
– Olha amigo. Eu não tenho nada comigo. Falou Rodney, puxando os bolsos de sua calça social para fora, temendo que os policiais pretendessem incriminá-lo colocando drogas em seus bolsos.
– Escuta aqui rapaz! Vai colaborar ou não? Perguntou o loiro, falando com uma voz bem mais agressiva e autoritária, encostando o cacetete no ombro de Rodney.
Rodney gelou.
Escolheu não forçar a barra, melhor sair vivo e incriminado a brigar com policiais armados.
Ele apoiou-se no carro.
O moreno começou a revistá-lo.
Apalpava firmemente as pernas de Rodney com suas mãos fortes e grossas. Bem devagar. Apertava muito cada parte da perna.
Rodney estranhou.
O policial o apertava tanto que parecia massageá-lo, não parecia procurar algo.
As mãos do moreno percorriam suas pernas, e subindo, chegaram à altura das grossas coxas de Rodney.
As mãos subiram mais um pouco e o policial começou a apalpar a bunda de Rodney. Com muita força e vontade. A calça social ajudou a sentir melhor cada pegada daquela imensa mão.
Aquele soldado era muito autoritário, forte e bonito.
Rodney sentiu-se como em uma das fotos que via na internet.
Tentando disfarçar, mas suando frio, começou a ter uma ereção.
De repente, o policial loiro puxou Rodney pelo ombro e virou-o de frente, bruscamente. Por causa da calça social de tecido mole, a ereção de Rodney ficou exposta.
O rosto de Rodney corou, ficou quente e vermelho.
O loiro riu.
– Rá! O viadinho tá gostando da bulinação! Falou em tom de satisfação.
O moreno e o loiro empurraram Rodney para o meio do mato, empurrando-o.
Rodney ficou branco. Tinha medo de ser assassinado.
O moreno disse:
– Aí cidadão! Relaxa que não vai acontecer nada demais. Se você colaborar, sai daqui de boa!
Rodney só acenou que sim com a cabeça.
Seguiram para o mato, até uma árvore de onde podia se ver ao longe.
Não havia ninguém por perto.
O moreno ordenou:
– Abaixa as calças e apóia aí nesta árvore! Colabora, que vai dar tudo certo!
Rodney sabia o que ia rolar.
Mas não se sentiu muito confortável com aquilo.
Gostava de ver as fotos com sexo e dominação. Mas tinha muito medo de não sair vivo dali.
Mas o que não tem remédio, remediado está… Posicionou-se e, de bunda desnuda, empinou-a, oferecendo aos policiais.
O loiro aproximou-se, posicionou-se ao lado de Rodney, e com suas mãos, abriu bem as polpas da bunda levemente peludinha dele, oferecendo-a ao moreno.
O moreno tirou sua pica grossa pelo orifício da calça e começou a esfregá-la no orifício de Rodney.
O loiro escarrava e cuspia. O moreno deslizava a cabeçorra do pau, para cima e para baixo, deixando o cuzinho de Rodney bem molhado e receptivo.
Aquilo continuou por mais algum tempo.
O coração de Rodney estava disparado, seu cuzinho piscava, ansioso. O loiro cuspia várias vezes e espalhava bem o cuspe com o dedo.
E o moreno forçava a entrada do seu pauzão. Forçava e tirava, e o loiro cuspia novamente.
Até que o rabo de Rodney não ofereceu mais resistência, e o membro começou a entrar.
Rodney gemia de dor.
O policial gritava:
– Relaxa caralho! Relaxa, senão vai ser pior!
Rodney suspirava fundo, gritava para amenizar a dor. Até que o moreno conseguiu enfiar seu pau totalmente dentro do rabo de sua vítima.
Rodney agarrava a árvore, quase quebrava seus galhos.
O loiro posicionou-se na frente da árvore e apoiou seu pesão num galho bem próximo ao rosto de Rodney.
Pegou a cabeça de Rodney pelas mãos e sem falar nada, começou a lamber sua boca.
Era uma língua muito quente e gostosa, não havia como Rodney achar ruim.
Depois, o loiro, ainda segurando a cabeça de Rodney, o fez lamber sua bota.
– Lambe, obedeça a seus machos! Agora!
Rodney lambeu.
O loiro abaixou as calças, mudou de posição e levou a cabeça de Rodney ao seu pau.
Fez com que ele chupasse, o que Rodney fez com muito prazer.
A vítima estava de pau duro, estava gostando daquilo. Resolveu aproveitar, apesar do medo.
Os policiais meteram freneticamente e gozaram dentro de Rodney até a última gota.
Tiraram os pênis de dentro dele, vestiram-se e sem falar nada, todos voltaram para onde estavam os carros.
Ao chegar no local, o moreno acendeu um cigarro, deu um trago. E falou, fumando e olhando para o chão:
– É o seguinte, cara! Segue seu caminho e não olha para trás, se tentar denunciar a gente, aí você tá morto, cara! Fica esperto!
Rodney, com o rabo e a boca dolorida, nem questionou.
Entrou no carro e procurou chegar ao seu destino o quanto antes.
Bem depois, perto do ponto indicado pelo mapa, viu um outro policial rodoviário. Diminuiu a velocidade e resolveu perguntar se estava chegando, apesar do trauma.
O policial, um senhor um pouco gordo e careca, puxou a pálpebra de baixo do olho com o dedo, como quem diz: “Eu sei de tudo. Fica esperto!”
Rodney gelou. Será que todos os policiais dali sabiam?
Por sorte, reconheceu a casa do mapa perto dali.
Ele concluíra seu trajeto.
O policial gordo se fora, mas Rodney estava com medo de estar naquele local.
Seu medo levantou muitas dúvidas em sua cabeça:
Que tipo de policiais eram aqueles? Que tipo de lugar era aquele? Será que Everton estava envolvido naquilo? Mas Everton era só um instrutor de academia. Teria ele condições de conhecer alguém naquela cidade? E ainda por cima, ter uma casa tão grande e bonita? Ou seria a Tia Ruth real?
Com um arrepio na espinha, Rodney entrou na mansão.
Continua…
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