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O SEGREDO DO COLÍRIO

janeiro 24, 2006

Estou muito ansioso para ver ao filme o segredo de Brokeback mountain. A histÓRIA Muito legal, algo totalmente diferente do que a ma passa sobre o homossexualismo. O filme mostra que a vida de um homossexual 頮a verdade triste e solitᲩa. Que a sociedade em que vivemos 頥 sempre serᠰreconceituosa, independente de quantas paradas da diversidade existirem ao redor do mundo. Assim somos obrigados a entrar em relacionamentos heteros e vivermos uma angustia dentro de n󳠰elo resto de nossas vidas. Mentimos para o mundo e para n󳠭esmos. E assim envelhecemos tristes, querendo mudar o que somos ( como se isso fosse possl), nos condenamos e nos tornamos eternos solitᲩos de nossos sentimentos. Tenho 19 anos, sou branco, 1,70m, 61kg, cabelos castanhos, n㯠sou malhado, mas prometi pra mim mesmo que vou entrar na academia ainda esse m곬 sim, vou deixar a pregui硠de lado. N㯠sou nenhum deus grego, nem me acho mesmo bonit㯬 me acho normal. Bom, porque eu falei do filme no come篠de conto? Porque achei o filme parecido comigo, um cara que vive com tantas pessoas ao seu redor e na verdade vive uma eterna solid㯠dentro de si. Bom, meu conto na verdade 頵m romance da minha vida, que come硠em 2001. Eu tinha 15 anos eu acho, estava no 1? ano e estudava em um grande col駩o do Recife- PE. Todos os dias pela manha eu pegava um ?us no terminal com meus irm㯳. Com certo tempo comecei a notar no ?us um menino que ia com o seu irm㯠e estudavam no mesmo col駩o que eu. Na primeira vez que eu o vi, pensei poxa que menino bonito, nunca o tinha notado, nem no col駩o nem no ?us. Como sou curioso, logo descobri que ele estudava na 8? s鲩e. Dam diante comecei a observar ele, e eu o olhava muito, mas n㯠sei se ele notou logo. Eu era muito tdo e ficava muito sozinho no col駩o. O bom? Ele tamb魠era tdo, e s󠶩via com um amigo q parecia ser tdo tamb魬 poxa como eu tinha ci?daquele amigo dele, como eu deseja estar em seu lugar conversando com ele. Como eu pegava o ?us do mesmo horᲩo ficava sempre ansioso para v꭬o no ?us, e ficava triste quando ele n㯠pegava o mesmo. Pois no col駩o estudᶡmos em pr餩os diferentes, e eu o s󠣯nseguia ver na chegada e na sa. S󠬥mbro que o ano de 2001 acabou e assim entramos de f鲩as. Poxa como eu desejava que as aulas voltassem. Finalmente fevereiro chegou e as aulas voltaram, e lᠥstava ele de novo no ?us, agora ele e o irm㯠pegavam o ?us no terminal tamb魬 igual a mim. E eu sempre o olhava na fila. Ele agora estava no 1? ano, e eu no 2?, assim ele passou a estudar no mesmo pr餩o que eu, s󠥭 andares diferentes. Mas os nossos intervalos agora eram iguais praticamente. Esse col駩o era religioso e tinha um culto de 15min, e 15min de intervalo. Na hora do meu intervalo ele tava no culto e eu vice-versa. Mas varias vezes ele gazeava o culto e eu tamb魮 Agora ele jᠴinha notado meus olhares, e jᠣorrespondia, pelo menos eu acho q correspondia. Ele ficava sempre sozinho no intervalo agora (seu amigo jᠮ estudava mais lᩬ muitas vezes ela ficava no banheiro trancado, e eu o ficava vendo ele sair e o olhava, sempre trocavamos olhares e cada vez mais eu sentia desejo de toca-lo e beija-lo. Nos ?us ele sempre sentava mais ou menos perto de mim, algumas vezes chegamos a sentar juntos, mas nesse ?us tamb魠iam alguns amigos meus da minha sala, e assim, eu n㯠conversava com ele. Assim o ano foi passando, e eu o amava cada vez mais, e acho q ele tamb魠sentia o mesmo, mas existia uma enorme dificuldade entre n󳺠timidez. Eu n㯠tinha coragem de chegar pra ele, e nem ele pra mim. Sempre odiei essa timidez. Todos os dias eu saia de casa e dizia hoje eu falo com ele, pelo menos me torno colega dele e com o tempo podemos assumir um pro outro o que sentimos. Mas no hora do intervalo lᠥstᶡmos n󳬠um olhando pro outro e esperando o outro se aproximar, certa vez ele ficou do meu lado, pensei, vou falar com ele 頡gora ou nunca, estᶡmos um do lado do outro, mas calados, poxa como meu cora磯 batia, minha respira磯 mudava, e eu buscando coragem para falar com ele, ent㯠tentei aproximar minha m㯠na dele e ai eu pediria desculpa e come硲ia a conversar com ele, mas na hora o coordenador passou e perguntou porque ele n㯠tava no culto, e assim ele se foi, poxa que raiva que eu senti. S󠳥i que o ano acabou e n󳠮unca se falamos por palavras, mas 󠰯r olhares, sim, olhares que n㯠mentiam. Em 2003 troquei de col駩o, e certo dia fui ao meu col駩o antigo (esse do romance) e eu o vi, e ele me viu com a farda do outro col駩o. S󠳥i que com duas semanas depois eu estava lᠮo meu novo col駩o no intervalo com uns amigos novos que eu jᠴinha feito, quando de repente eu o vejo com a farda desse col駩o tamb魬 poxa, ele tamb魠tinha trocado de col駩o agora, e pro mesmo que eu. Porque? S󠰯rque me viu outro dia com a farda desse col駩o ou porque quis mesmo? Caramba como meu cora磯 bateu na hora. Mas nesse col駩o era mais difl de nos se vermos porque estudᶡmos em pr餩os diferentes, e tinha muita gente. Um dia fui a um aniversario de 15 anos e lᠥstava ele coma fama, poxa, como eu o olhava, e sentia falta dos nossos tempos de col駩o. S󠬥mbro que com o tempo eu o via cada vez menos, e assim o ano acabou e eu nunca mais o vi. S󠥭 2004 quando eu fazia cursinho pr魶estibular eu o vi as vezes pela rua, mas depois parei de ver. Dia desses em 2005 eu estava no ?us e ele subiu, ficou la na frente em p鬠antes da catraca, pois o ?us estava lotado, e depois que ficou com lugar pra sentar ele passou a catraca e sentou atr᳠de mim, quando chegou na minha parada eu ainda olhei pra ele, sendo que ele n㯠me encarou. N㯠sei o porque, n㯠sei se por timidez, ou se ele tinha medo do que sentos. S󠳥i que meu cora磯 bateu, e pude ver o que 頯 amor, o que acontece com a gente quando depois de muito tempo a gente reencontra o grande amor de nossa vida. Hoje, n㯠sei nada da vida dele, nem o que ele faz da vida, se jᠴa na faculdade, que curso faz, se ta vivo, se ta morto, se ainda lembra de mim, e se sim, com que recorda磯. S󠳥i que sinto a falta dele as vezes, e penso que se pudesse voltar no tempo eu falaria com ele, n㯠teria deixado a timidez nos vencer. Hoje se nos encontrᳳemos por ai, n㯠sei se ele ainda sentiria algo por mim. Mas acho q eu tentaria viver o que n㯠vivemos no passado. O que n㯠aproveitamos. S󠳥i que as vezes viajo nas minhas recorda絥s e lembro dele. Ainda n㯠consegui ningu魠igual ele, que me passasse amor pelo olhar. Quem sabe um dia eu encontre outro amor ne, ou quem sabe ele leia esse conto e resolva escrever pra mim, dizendo que tamb魠sente o mesmo. Mas sei lᬠtalvez ele jᠴenha encontrado um outro amor, que n㯠ficou s󠮯s olhares, ou tenha se entregado nos bra篳 de outro algu魮Bom pessoal essa foi minha hist󲩡. Desculpem se voc고esperavam algo relacionado a sexo, n㯠rolou entre n󳬠mas garanto que eu batia varias punhetas pensando nele, e as vezes no ?us quando ia descer na parada do col駩o, como descia muita gente, eu aproveitava pra encostar nele. Bom se vocꠦoi esse garoto e tiver afim de ainda viver o que n㯠vivemos a alguns anos atrᳬ me escreve, eu ainda continuo o mesmo cara de sempre. Se voc꠮ me escrever 頰orque o destino de n󳠤ois foi assim mesmo. Bom, seu algum rapaz se interessou pela historia, pode me escrever tamb魬 afinal se um dia eu n㯠o ter, tenho que encontrar um outro algu魠n鬠que me ame e que eu tamb魠o ame. N㯠sou afeminado nem curto, e n㯠estou a procura de pessoas que estejam apenas afim de sexo. Procuro uma amizade verdadeira, s󠩳so. Que possa um contar com o outro e trocar caricias e se entregar ao amor. Podem me escrever quem tiver interessado, maninho_rec@yahoo.com.br ou meninorec@bol.com.br ou kralegalpe@hotmail.com , quem se interessar me escreve, sen㯬 me deixem levar a vida. Abra篳 e beijos para todos.