Fim de noite de amigos

Já passava das 4h30 da manhã de um domingo, depois da balada do sábado, de terem bebido todas e beijado e se esfregado em todas garotas fáceis da noite, Bruno e Filipe caminhavam pelas ruas desertas do centro da cidade, ambos moram perto e também perto um do outro. Bruno é hétero, não há sobra de dúvida, Filipe é um pseudo-hétero, fica hétero na frente dos amigos ou como gostam os homossexuais de dizer, Filipe ainda está no armário. Filipe gosta de homem mesmo, mas suas aventuras sempre são furtivas, tem medo que a família e os amigos descubram, morre de tesão por muitos amigos, sofre por isso, mas segura bem as pontas. Bruno é um dos melhores amigos e um dos principais alvos do seu desejo.
Caminham como dois jovens bêbados que voltam tarde da balada para casa rindo, brincando, lembrando das coisas feitas durante a noite. Bruno ainda carrega uma long neck de cerveja quase cheia, que pegou na saída, Filipe bebeu menos e já encerrou sua cota de bebida.
Beijei umas 10 meninas… diz Bruno.
Sabe aquela loirinha de vestidinho vermelho? Aquela é a mais safada, ele até pegou no pau… continua contando vantagem, Bruno sempre gosta de aumentar suas histórias, os amigos já estão acostumados.
Filipe ri e concorda com tudo que o amigo diz. Passam por uma praça, Bruno sobe num banco, abre os braços e faz pose de Cristo Redentor com a cerveja na mão direita. Filipe em pé, afastado uns cinco ou seis passos não consegue deixar de percorrer o corpo do amigo com olhos, ele não vai notar, tranqüiliza-se, afinal, está bêbado. Bruno pula desajeitado de volta para o chão quase perde o equilíbrio.
Porra. Cair, não. Segura. Ô, Filipe. Se eu caísse você me segurava nos seus braços?
Segurava. responde Filipe para concordar com o amigo bêbado.
Ô, Filipe. Você é amigão mesmo, cara. Você é brother. Cara, você é o cara, o meu melhor amigo. Filipe, eu te prezo muito, meu irmão, quando os caras dizem que você é viado eu fico puto…
Filipe não ouviu mais o que Bruno dizia, de repente ficou surdo, ouvir quando os caras dizem que você viado o fez gelar todo. Não sabia, não imaginava que seus amigos comentassem que era viado. Voltou em si quando recebeu um abraço desajeitado de Bruno que quase caia.
Cara, não fica chateado, não. Pra mim não importa, se você é homem, se você é viado, tanto faz, você é meu amigo…
Continuaram caminhando pelas ruas escuras e desertas do centro, Bruno ora cantava, ora gritava, às vezes chutava algumas coisas pelo caminho e quase caia por cima de Filipe que o amparava com todo cuidado para não dar impressão que estivesse se aproveitado para tocar o amigo.
Cara, tenho que mijar disse Bruno.
Estavam exatamente no meio de uma ruazinha que utilizavam para cortar caminho entre uma e outra rua, essa ruazinha era especialmente escura, quase um lugar próprio para mijar e fazer outras coisas.
Ô, Filipe. Me ajuda aqui, não consigo segurar a cerveja, abrir a calça e segurar o pinto pra mijar…
Dá a cerveja que eu seguro.
Ô, Filipe, eu quero continuar bebendo enquanto mijo, me ajuda de outro jeito…
Que jeito?
Ah!!!, abre minha calça…
Ficou louco, cara. Pra depois você sair dizendo que eu sou viado…
Filipe. Espera aí, não seja injusto comigo que sou seu amigo, seu brother, cara. Eu não falo de você. Cara, sou eu que te defendo quando alguém diz uma treta estranha sobre você. Fica frio, brow, me ajuda aqui…
Filipe estava morrendo de vontade de atender o pedido de Bruno e ao mesmo tempo com muito medo e se fosse uma armadilha pra descobrir se ele era viado?
Cara. Me ajuda aqui, vai. Abre minha calça…
Muito nervoso, com as mãos tremulas, Filipe chegou ao lado de Bruno, sentiu seu corpo mole de bêbado encostar-se ao seu. Com uma mão ele segurava a cerveja que levava sempre aos lábios para dar um gole e com a outra se apoiava no muro. Os olhos de ambos estavam voltados para baixo, exatamente para parte do corpo de Bruno que Filipe iria desvelar. Relutante, quase a ponto de voltar atrás, Filipe abriu o botão da calça, depois abriu os demais botões, a calça era de botões e não de zíper.
Pronto. disse Filipe.
Pronto nada, cara. Agora põe pra fora.
Não vou pegar no seu pau, não. Tira você.
Ah!!!, Filipe, estou com a cerveja, estou me segurando aqui… Ah!!!, Filipe, chegou até aqui, termina o serviço…
Por termina o serviço, o que Bruno queria dizer. Sugeria que fosse além de apenas ajuda-lo a mijar? Filipe estava nervoso, morrendo de tesão, sentia a respiração de Bruno bem no seu pescoço, o cheiro dele, uma mistura de perfume, cheiro natural e de fumaça de cigarro da noite.
Está bem, vou fazer isso, mas ninguém…
Cara. Está louco. Acho que vou contar pra alguém, isso é entre nós, coisa de irmãos, cara. Irmãos.
Filipe abaixou a cueca branca de Bruno, puxou o pinto flácido do amigo pra fora e ficou segurando, esperando que ele mijasse. Jamais conseguiria mijar assim, mas Bruno parecia que conseguiria. E conseguiu. Logo o mijo veio, no começo meio tímido, depois correu pela calçada. Bruno mijou litros.
Chacoalha bem. pediu Bruno.
Filipe chacoalhou meio desajeitado.
Mais. Chacoalha mais pra não molhar a cueca. Faz como se estive batendo uma punhetinha que daí não fica nenhuma gotinha…
Filipe obedeceu. O pau de Bruno estava endurecendo. Parou de chacoapunhetar.
Não. Continua, cara. Pra não ficar nenhuma gotinha de mijo. Mijo deixa cueca branca amarelada, fica feio.
Filipe voltou a punhetar Bruno lentamente e o pau de Bruno ficou totalmente duro.
Aí, cara. Olha o que você fez. Me deixou de pau duro. E agora?
Filipe que já sabia disso, afinal o pau de Bruno estava em sua mão, apenas deu risada.
Malando. Aproveitou pra me deixar de pau duro. E agora?
Filipe continuou brincando com o pau do amigo, puxou o saco pra fora e acariciou. Enquanto isso sentiu que a mão de Bruno, aquela que estava livre, que não segurava a cerveja, empurrava sua cabeça para baixo. Ele queria uma chupeta. Filipe abaixou e abocanhou. Engoliu inteiro o pau do amigo. Depois lambeu o saco. Bruno fazia carícias no rosto de Filipe.
Peraí… Bruno derramou cerveja no seu pau e puxou Filipe de volta chupa com gostinho de cerveja…
Londrina, 12.05.2006.

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