O menino que queria dar

Autor: Escritor de Contos

Meu pai sempre me dizia: Meu filho, há três coisas que ninguém segura, são elas água ladeira abaixo, fogo morro acima e uma bicha quando quer dar o cu. Na época eu era um púbere ingênuo, por isso não entendia muito bem o que papai queria dizer. Depois, com o tempo, fui ficando mais espertinho e hoje, já com mais horas de vôo que urubu, sei perfeitamente o que esse sábio provérbio que meu igualmente sábio progenitor dizia significa.
Douglas é um pubescente que está caindo na vida como todo garoto da idade dele faz quando descobre que é bichinha, quer dar todo dia, até várias vezes ao dia, e para quem quiser comer. Naquele dia, o pequeno libertino já tinha tentado todos os seus contatos, nenhum estava disponível às quinze horas de uma quinta-feira. Primeiro Douglas ligou para o carinha da semana anterior, o celular estava desligado. Outros não podiam naquele horário, ainda, outros não estavam afim e uns nem queriam lembrar quem era Douglas, o carinha daquele dia, lembra?! Os contatos pelo MSN também não deram em nada. Nos chats da internet ninguém disposto a uma foda e com local àquela hora da tarde. Os sites só o deixavam mais louco de desejo, olhar para fotos de caras metendo, fazia Douglas arder de desejo, já tinha até batido uma punhetinha com dedo médio, aquele de mandar os outros se foderem, enfiado no cuzinho semi-virgem. Mas, não foi suficiente para aplacar o tesão. Precisava de sexo. Decidiu sair, pegar um ônibus, ir para o centro, no shopping Curitiba talvez o banheiro rendesse um pouco de prazer, como foi da última vez.
Os banheiros do shopping Curitiba são locais de pegação, os seguranças às vezes até flagram, mas a pegação nunca pára, bicha não tem medo do perigo. Da última vez Douglas viveu a emoção se der enrabado dentro do banheiro. Um cara forte que não tinha jeito de gay, mas era, empurrou o para dentro de um reservado, segurando forte pelos cabelos que crescidos quase chegavam ao ombro, deu um beijo forte de língua e fez com que sentasse no vaso sanitário para que chupasse. Quando o zíper da calça jeans soltou o cacete duro, Douglas quase saiu correndo, o pau do cara parecia um mostro, de tão grande. Não tinha jeito, o cara era forte e parecia determinado a fazer com ele o que quisesse. O neófito na arte da felação chupou como se estive sendo fodido pela boca, ora quase se afogava com a cabeçona do caralho lá na garganta comprimindo suas amídalas enquanto sentia o saco grande batendo no seu queixo. Sentia também o cheio de sexo do macho, era muito bom. De repente o sujeito dominador parou de meter na boca, fez um sinal para que esperasse, tirou a carteira do bolso de trás da calça e de dentro uma camisinha, daquelas compradas em sexy-shop, tamanho maior que as normais e com bolinhas que faziam a camisinha parecer uma lixa. Enquanto isso Douglas ajeitou o cabelo e enxugou as lagrimas do rosto, não estava chorando ainda, mas sabia que ia chorar de verdade com aquela pica no rabo. O sujeito era bem preparado para enrabar em lugares públicos, do bolso da frente da calça tirou um sache de gel lubrificante e besuntou o enorme caralho que parecia um mastro. Douglas já sentia o cuzinho arder, talvez saísse dali rasgado de verdade, partido em dois pedaços. Era melhor pedir para o cara não fazer aquilo, quem sabe fosse melhor terminar na boca e pedir para ele gozar na cara. Mas, pela determinação do cara parecia que não haveria acordo. Gritar. Poderia ser salvo pelos seguranças do shopping e arrumaria uma tremenda encrenca, vexame e ter que se explicar à família. Melhor não. Mas na verdade queria mesmo era se desgraçar naquele cacete. Com os dedos contendo um pouco de gel o sujeito fez um sinal para que ficasse em pé, virasse e abaixasse a calça. Com as mãos espalmadas na parede sentiu dedos procurando seu cuzinho que já piscava de tesão. Um dos dedos deslizou para dentro, o prazer já começava. Depois de uma leve palmada, era o sinal que o melhor estava por vir, sentiu uma coisa forte pressionando para entrar e seu cu foi abrindo-se, não tinha outra alternativa a não ser receber aquela rola dentro de si como se fosse a garagem, mas era uma garagem de carro de passeio querendo abrigar uma jamanta. Parecia que todas as pregas do cu de Douglas tinham chegado ao extremo, dali em diante elas iriam se romper uma a uma. O suor corria pelas faces, sentiu uma dor horrível, parecia que iria vomitar de dor. Bombadas rápidas e muita dor. Douglas tinha decidido, e agora jurava por tudo que há de mais sagrado, nunca mais faria aquilo se conseguisse sair vivo dessa.
Dentro do ônibus, indo novamente se aventurar pelos banheiros do shopping, Douglas notou um rapaz bonito em pé quase no fundo do ônibus que estava cheio. Foi se aproximando do rapaz até conseguir ficar ao lado. Olhava nos olhos, descia e conferia a mala. Além de bonito o rapaz usava uma calça justa, muito justa e marcando a mala, a calça realmente delineava o membro, ainda em estado de repouso. Tanto olhou que o rapaz percebeu e resolveu brincar. Desceu uma das mãos da barra em que estava se segurando e deu uma leve pegada, como se estivesse conferindo se estava ali, o precioso. Douglas gostou daquela intimada. Deu um sorrisinho safado que foi retribuído com um olhar sério e uma generosa pegada. Agora o pau do cara não parecia estar em estado de repouso, o volume tinha aumentado. O pequeno safado queria pegar. Ficou louco de tesão. Desceu a mochila que estava segurando e encostou a mão contra o membro duro e rijo, não podia pegar, apertar, como gostaria, mas podia sentir a rigidez encostando a mão bem firme. No ponto seguinte uma grande quantidade de pessoas desceu do ônibus, precisaram se afastar um pouco, o cara teve que enfiar a mão no bolso para disfarçar. Douglas continuou encarado o macho que continuava de pau duro. Douglas também estava excitado. Desceram na mesma estação tubo, o rapaz faria uma conexão ali e Douglas também, seguiriam no mesmo ônibus? O cara encostou-se numa lateral e ficou com as mãos na frente, era visível para quem quisesse ver que caralho dele estava duro. Um ônibus parou, Douglas viu o seu precioso entrar nele, mas não foi junto, seu destino era outro, os banheiros do shopping Curitiba.
Douglas entrou no shopping e desceu pelas escadas rolantes até o piso inferior onde ficam os banheiros. Entrou. Foi para o mictório, já tinham três caras lado a lado. Todos os paus estavam duros. A lugar era um falódromo. Também estava excitado, se bem que interessado no pau dos outros. Um deles gozou. A porra bateu contra a parede escorreu, o cara gemeu baixo. Chacoalhou, gotas ainda saiam. Enfiou rápido o pau para dentro da calça e saiu fechando o zíper, olhando pelo espelho para conferir se estava tudo certo. Os demais tinham assistido tudo sem piscar, sem perder nenhum lance da gozada. O cara que estava à direita de Douglas aparentava ter uns trinta anos, era bonito, bem vestido e perfumado, tinha um pau bonito. Olhou para Douglas e fez um leve sinal, convidando-o para sair do banheiro. Saíram juntos. O nome dele era Renato, convidou Douglas para ir até o apartamento dele. O pequeno libertino aceitou o convite.
No carro, enquanto iam ao apartamento, Douglas já ia segurando o pau de Renato, que dirigia com a calça aberta, o membro de tamanho médio muito faceiro parecia querer olhar para fora do carro e ser visto. Douglas estava indo para mais uma foda. Indo para o apartamento de um sujeito que conhecera a menos de dez minutos, um convite que tinha sido aceito enquanto olhavam um cara gozar na frente de outros três no banheiro público de um shopping. Ia transar com alguém que talvez nunca mais voltasse a ver.


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